A crase é uma das regrinhas da língua portuguesa que mais confundem as pessoas. Na verdade, há muitas regras que passam despercebidas na hora de escrever, ou as pessoas têm dificuldade de gravá-las, mas hoje vamos falar apenas da crase.

Um dos casos em que as pessoas mais têm dificuldade de empregar a crase é quando ficam na dúvida sobre uso obrigatório em algumas situações, é proibida em outros, mas também tem uso facultativo em algumas ocasiões. Nossa, agora confundiu mais ainda, né? Vamos ver alguns exemplos básicos:

É usada a crase antes de palavras femininas; em expressões que indicam horas; antes de cidades, estados ou países:

Vou à festa.

A festa começa às 18h.

Luiz foi à Itália.

Não é necessário o uso da crase antes de palavras masculinas, exceto quando a expressão “à moda de” fizer sentido na frase; expressões com palavras repetidas; antes de pronomes e artigos:

Vou à uma festa.  

Dia a dia.

Adicione sal a gosto na receita.

E, uma das situações que mais confundem as pessoas é quando a crase tem uso facultativo em uma expressão, por exemplo: depois da palavra “até”; antes de substantivos femininos próprios; e antes de pronomes possessivos femininos:

Leve o livro a sua amiga.

Foi até a festa.